Foi condenado a 52 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, o réu Matheus Soares Omena dos Santos, acusado pela morte do próprio filho, Anthony Levy, morto por envenenamento aos 4 anos de idade, em maio de 2024.
O julgamento, nesta quinta-feira (18), no foro de Maceió, foi acompanhado pela família de Levy, segundo a página eletrônica do Ministério Público, transcorreu “sob impacto emocional e muito choro nos participantes”, pela comoção produzida pelo crime.
A acusação, a cargo do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), coube ao promotor de Justiça Flávio Gomes
“Num júri não existem vitoriosos”, declarou.
“Todos perderam: a família perdeu, o réu perdeu; em um júri ninguém ganha, mas o Ministério Público fez o seu papel”, enfatizou.
“Eu saí com o sentimento de justiça feita, mas não de vitória, porque ninguém ganhou, o crime é irreparável”, apontou.
Ainda segundo o promotor de Justiça, o réu Matheus Soares Omena dos Santos também foi condenado ao pagamento de uma indenização de R$ 100 mil à ex-companheira, Ingrid Nascimento, mãe de Anthony Levy, e à perda do poder familiar sobre um filho de outro relacionamento.
Conforme o promotor esclareceu, o réu, que tem atualmente 25 anos de idade, vai precisar cumprir no mínimo 50% da pena para que possa progredir de regime, ou seja, somente depois que tiver mais de 50 anos é que ele poderá ganhar a liberdade em regime semiaberto.
Mateus está preso desde maio do ano passado.
Ingrid Nascimento, mãe de Anthony Levi, declarou, em entrevista, que a última frase que ouviu do filho foi “Eu te amo”.
“Meu filho foi traído por uma pessoa que ele amava”, desabafou a mãe.
“Ele era um menino alegre, brincalhão, amável, educado”.
“Uma criança feliz, cheia de vida, que infelizmente foi arrancado de nós por um monstro desse”, desabafou a mãe.
Quando foi preso, em maio do ano passado, Matheus confessou o crime alegando que queria se vingar da mãe da criança, sua ex-companheira.
Anthony Levi foi enterrado no dia em que completaria 5 anos.
Durante depoimento à polícia, Matheus deu detalhes de como planejou a morte do filho, relatando que colocou veneno agrícola na papinha da criança.
À época do crime, a Polícia Civil realizou uma vistoria na escola onde a criança estudava e descobriu que as câmeras de segurança filmaram o pai da vítima jogando o frasco de veneno encontrado posteriormente no local.
Segundo a investigação, Matheus fez isso na tentativa de incriminar a escola.
Matheus foi indicado pelo crime de homicídio qualificado.
O crime foi agravado por ter sido praticado contra vítima menor de 14 anos.
Inicialmente, o julgamento estava marcado para o dia 22 de julho, mas foi adiado para esta quinta-feira.
Atualmente, Matheus se encontra no Presídio de Segurança Máxima.
Com informações – Notícias MPAL


