Fotógrafo radicado em Alagoas lança livro de arte em formato artesanal

Obra “Fragmentos”, de Pablo De Luca, ressignifica paisagens da Lagoa Manguaba e democratiza o acesso à arte em Alagoas com apoio oficial
Livro transforma canoas da Lagoa Manguaba em arte acessível: selecionado em edital, o projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, e operacionalizado pelo Governo de Alagoas por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. (Foto: reprodução / Pablo De Luca)

A Editora Luz do Sol acaba de lançar o livro de arte artesanal Fragmentos, que reúne 24 fotografias do artista visual e arquiteto Pablo De Luca.

A publicação propõe uma leitura poética sobre a cultura alagoana a partir de recortes pictóricos das canoas da Lagoa Manguaba, em Marechal Deodoro, e já está disponível para consulta na Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos, no centro de Maceió.

Com 26 páginas, capa e contracapa, o livro foi confeccionado em Canvas 100% Algodão Fine Art e encadernado manualmente.

A obra conta com folha de rosto e texto curatorial impressos também em braile, garantindo acessibilidade para leitores com deficiência visual.

Segundo o artista, o ensaio busca surpreender o espectador ao transformar registros do cotidiano em composições que se assemelham a telas abstratas.

“Como fotógrafo de arte e arquiteto, sinto que tenho um compromisso com a beleza e o dever de compartilhar novas possibilidades visuais, agregadas à cultura de um lugar ímpar, a Lagoa Manguaba”, explica Pablo De Luca.

Selecionado pelo Edital nº 18/2023 — Concurso Nádia Fernanda Maia Amorim, o projeto foi realizado com recurso da Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, operacionalizado pelo Governo de Alagoas por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa.

“O livro ‘Fragmentos’ transforma detalhes do cotidiano em linguagem visual sofisticada, colocando as marcas do tempo, da natureza e do trabalho humano no centro da expressão artística”.

“É incrível como algo tão simples, como as marcas do tempo numa canoa, pode se transformar em arte e contar uma história”.

“A iniciativa reforça nosso compromisso com a democratização do acesso à cultura e valoriza a produção artística feita em Alagoas”, destaca a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas.

Daniel Borges / ASCOM Secult

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