Polícia vai investigar ameaças que levaram adolescente a fugir

Encontrado e levado de volta: ele fugiu de Palmeira dos Índios e foi encontrado por um primo em Maceió
Imagem de quando adolescente deixava Palmeira dos Índios e da UPA da cidade, para onde foi levado, devido a estado de saúde em que se encontrava. (Foto: reprodução)

A Polícia vai apurar os episódios que antecederam à fuga de Welisson Cauã, que deixou a cidade de Palmeira dos Índios na última semana com destino a Maceió.

O adolescente será ouvido nos próximos dias pela Polícia Civil e as ameaças que levaram continuam sendo apuradas.

O adolescente foi encontrado na noite da última sexta-feira (20).

A informação foi confirmada ao G1 (responsável por esta reportagem) por um parente do menino.

Ele foi achado em Maceió por um primo, próximo à Ceasa, na região do limite entre os municípios de Maceió com Rio Largo.

A Polícia Civil informou que continua a investigação para saber a origem das ameaças.

Um familiar de Welisson Cauã disse que foi ele encontrado muito debilitado e com febre.

Reclamou de dor na perna e precisou ser encaminhado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios.

Após o atendimento inicial, a família aguarda uma transferência dele, ainda neste sábado (21), para o hospital da cidade.

“Ele está com uma fratura no pé; o ‘bichinho’ passou quatro dias no mundo, dormindo na rua, enfrentando sol quente”.

“Mas graças a Deus vai ficar bem”.

“A gente está aqui na UPA aguardando a ambulância para ir para o hospital Santa Rita”, informou um parente.

De acordo com o chefe de operações Diogo Martins, o adolescente fugiu por volta das 23h, após a avó dele dormir, na terça-feira (17).

Câmeras de segurança do município registraram o momento em que ele passa de bicicleta, tomando destino ignorado.

Adolescente de 14 anos foge de casa, em Palmeira dos Índios, após sofrer ameaças

A polícia informou ainda que o motorista da van confirmou que o adolescente estava no veículo e que desceu em Maceió.

Por redes sociais o adolescente informou à mãe que se envolveu com pessoas “barra pesada” e por isso fugiu, temendo que algo acontecesse com a família dele.

À polícia, a mãe relatou que há algum tempo Welisson se envolveu em uma confusão na escola e que, após o fato, uma pessoa estava pedindo R$ 300 para não o matar.

O chefe relatou ainda que a mãe informou que o adolescente pagou R$ 200, mas que ainda continuou sendo ameaçado de morte.

A família disse que já informou o ocorrido ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público.

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