O deputado federal Paulão (PT) cogita que o magistério possa ser alçado à condição de carreira de estado, como são fiscais de renda e procuradores de Estado, no âmbito local, e auditores fiscais do Trabalho, na esfera federal.
A proposição foi colocada em postagem em que o parlamentar presta solidariedade aos trabalhadores da rede estadual de ensino, em greve por melhores salários.
“Quero manifestar minha solidariedade a todos os profissionais da educação do Estado de Alagoas que, de forma legítima, estão em greve para reivindicar seus direitos”, declarou o parlamentar, na postagem.
“A categoria tem data-base para lutar por pautas fundamentais, como salário digno, valorização social e ascensão funcional”, acrescentou.
Há uma semana, a categoria confirmou a decisão de manter a paralisação.
“Diante da ausência de consenso, a greve se estabeleceu como um instrumento natural em qualquer conflito trabalhista, seja no âmbito municipal, estadual ou federal”, acrescentou o representante alagoano na Câmara dos Deputados.
“Infelizmente, o Governo do Estado optou por judicializar a questão junto ao Tribunal de Justiça de Alagoas”, acrescentou, referindo-se à decisão do governo, que resultou na determinação para retorno ao trabalho.
“O TJ/AL, por sua vez, determinou o retorno imediato da categoria às atividades a partir do dia 1º, sob pena de desconto salarial e outras sanções”.
E o deputado questionou, na postagem:
“Será esse o melhor caminho?”
“Acredito que não”.
“Considero um grave equívoco”, enfatizou.
“O caminho mais adequado é, sem dúvida, o da escuta e do diálogo e o Poder Judiciário de Alagoas poderia, inclusive, se inspirar na Justiça do Trabalho, que, em situações de conflito entre capital e trabalho, atua de forma propositiva, buscando alternativas de consenso”, declarou, em trecho seguinte da postagem.
“Faço aqui um apelo ao governador do Estado, ao vice-governador, ao Tribunal de Justiça e à Assembleia Legislativa, que possui uma comissão de educação, para que retomem o diálogo com a categoria”.
E acrescentou:
“A palavra-chave deve ser diálogo”.
“É por meio da negociação que construiremos soluções duradouras e valorizar a educação passa também por reconhecer o magistério como uma carreira de Estado”.
Com informações – redes sociais
