“Coletes estavam espalhados no barco”, diz sobrevivente do naufrágio em Maragogi

Embarcação tinha 47 passageiros e três tripulantes a bordo, ia para piscinas naturais quando aconteceu acidente, que matou turista de 76 anos
Imagem do resgate das vítimas: proprietário do catamarã já foi ouvido, mas a delegada responsável pela investigação não quis adiantar detalhes do depoimento; ela alegou que outras pessoas ainda não foram ouvidas. (Foto: reprodução / ASCOM–CBM–AL)

Sobreviventes do naufrágio de um catamarã em Maragogi afirmaram que não estavam de coletes salva-vidas quando a embarcação começou a afundar.

O turista Silvio Bispo Romão, de 76 anos, foi resgatado, mas morreu.

“Ninguém sabia para onde ir porque os coletes estavam espalhados no barco”.

“Então, o pessoal ia pegar os coletes, mas acabou que ficou muita gente para um lado do barco que foi para onde o barco virou”, disse o passageiro Alexandre Matos.

A embarcação tinha 47 passageiros e três tripulantes, estava a caminho das piscinas naturais no balneário, o mais conhecido no Litoral Norte de Alagoas, quando adernou e começou a afundar, em acidente que aconteceu na manhã dessa sexta-feira (13).

Em vídeos do resgate, é possível ver pessoas sem coletes salva-vidas.

“Eu estava sem proteção, sem colete e aí a filha largou tudo e se jogou por cima de mim para me ajudar e eu me peguei com uma mão no colete dela e com a outra mão eu fui catando coisas para me segurar”, afirmou a professora Roseli Lukes.

O bombeiro Paulo Lukes era um dos passageiros e ajudou a salvar outras pessoas.

“Foi rápido demais”.

“Não deu tempo de pensar alguma coisa a não ser salvar-se e salvar um ao outro”.

“É um nascimento de novo com certeza”, disse.

As investigações sobre o naufrágio foram iniciadas pela Polícia Civil.

A delegada plantonista Márcia Barbosa instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

O proprietário do catamarã já foi ouvido, mas a delegada não quis adiantar detalhes do depoimento ele porque outras pessoas ainda não foram ouvidas.

Segundo a polícia, a embarcação tinha capacidade para 70 pessoas e o piloto era habilitado.

G1 / AL e TV Gazeta de Alagoas

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