O Sindicato dos Médicos de Alagoas mobilizou a categoria num protesto em frente a Maternidade Santa Mônica pelo encerramento de contrato de 390 prestadores de serviços lotados em diversos setores, segundo a entidade, “sem motivo plausível, e havendo necessidade gritante dessa mão de obra”.
Em material distribuído pelo sindicato, por meio de sua assessoria de comunicação social, “após o protesto com faixas esclarecendo a população sobre a medida do governador, os diretores do Sinmed tiveram audiência com o secretário de saúde, Gustavo Pontes de Miranda, e foram ao Ministério Público pedir que a instituição interceda”.
A manifestação ocorreu na última sexta-feira (1º).
Também por meio de material publicado por assessoria de comunicação social, e publicado no mesmo dia, representantes do governo informaram que “o secretário de Estado de Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, e o reitor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Henrique Costa, reuniram-se com representantes do Ministério Público Federal e Estadual, acompanhados do procurador da República, Bruno Lamenha, da promotora de Justiça Micheline Tenório e de integrantes das equipes técnicas dos órgãos, com o objetivo de discutir a otimização dos recursos da saúde, sempre observando o compromisso com a prestação de serviços à população”.
Carências
Mas, não foi mencionada a manifestação organizada pelo Sindicato dos Médicos, suas denúncias ou reivindicações.
Ainda conforme o material distribuído pelo sindicato, “na Sesau, os médicos expressaram revolta com o desmando na saúde pública, e argumentaram que a dispensa de pessoal vai inviabilizar o atendimento”.
“Além disso, eles pediram o retorno dos 40% subtraídos na folha de outubro”, diz trecho seguinte do material.
De acordo com o sindicato, o corte é referente ao complemento salarial pago historicamente aos que fazem atendimento de emergência 24 horas.
“A Diretoria do Sinmed também pede abertura de concurso público, para acabar com o uso eleitoreiro das vagas nos serviços de saúde”, frisa a nota divulgada pelo sindicato.
“Não há perspectiva de concurso, apesar de haver carências em todas as especialidades” enfatiza, mencionando algumas unidades que compõem esta rede e os problemas na área: “no Hospital Hélvio Auto, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, haverá perda de leitos (de 60 para 38)”; na Santa Mônica haverá redução de 50% nos leitos de UTI, enquanto o Portugal Ramalho, por sua vez, terá o atendimento inviabilizado completamente se não forem revertidas as demissões e subtração dos vencimentos”.
“Enfim, essa medida é de uma irresponsabilidade sem precedente”, endossou.
“A precarização supera o limite suportável, e o gestor paga aos médicos o que quer: valores cada vez mais irrisórios”.
A Justiça pode auxiliar na indicação de onde enxugar gastos, se isso for de fato imprescindível”.
“A área da saúde já enfrenta uma escassez antiga, não cabe, portanto, corte algum”, concluiu a presidente do Sinmed.
A nota divulgada pela Saúde cita que “o secretário Gustavo Pontes ressaltou a importância da gestão eficiente dos recursos para garantir a excelência na prestação dos serviços de saúde aos alagoanos”.
“A assistência e os serviços essenciais não serão prejudicados”.
“Estamos comprometidos em maximizar nossos esforços para que todos recebam o atendimento de qualidade que merecem”, afirmou.
Com assessorias


