PF indicia Anderson Torres e Silvinei Vasques em inquérito sobre ações da PRF nas eleições, em 2022

Indiciamento foi por indícios de que eles teriam dado ordens para dificultar o trânsito de eleitores de Lula
Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, em depoimento à CPI dos Atos Golpistas, em agosto de 2023, e Anderson Torres ao depor, também na CPI dos Atos Antidemocráticos – mas, à CLDF – em agosto de 2023. (Foto: reprodução / Evaristo SA / AFP; reprodução / TV Câmara)

A Polícia Federal (PF) indiciou Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ambos do governo Jair Bolsonaro (PL), por impedir o deslocamento de eleitores do presidente Lula (PT) da região Nordeste para os locais de votação durante a eleição de 2022.

Além deles, outros quatro policiais federais cedidos ao Ministério da Justiça também foram indiciados com base no artigo 359-P do Código Penal: Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo, Fernando de Sousa Oliveira, Leo Garrido de Salles Meira e Marília Ferreira de Alencar.

A investigação da PF afirma que há indícios de que os indiciados atuaram para impedir o deslocamento dos eleitores.

Naquele dia, estradas foram bloqueadas pela PRF sem que o comando tomasse providências.

O desbloqueio só ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ameaçar prender os envolvidos.

A PF também pediu ao STF mais tempo para fazer interrogatórios e, assim, apresentar o relatório final.

Torres estava preso desde 14 de janeiro por suposta omissão nos atos golpistas do dia 8 de janeiro e deixou a prisão em maio deste ano.

A soltura ocorreu horas após o ministro Alexandre de Moraes autorizar a liberdade do ex-ministro.

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